sexta-feira, 1 de junho de 2012

A personificação da Sabedoria no livro dos Provérbios

Por Adriano Luchi A Sabedoria era um fenômeno intercultural no mundo antigo, tanto no mundo Oriental como no Ocidental (no ocidente com o nome de Filosofia -“amor à sabedoria”). Seu uso basilar era o de tentar responder à pergunta: “Como viver bem?”. A Sabedoria representa um modo de ver o mundo e um estilo para se viver nesse mundo percebido. Na tradição/literatura bíblica ela (a sabedoria) se compõe daqueles gêneros literários encontrados nos livros canônicos de Provérbios, Jó e Eclesiastes, e nos livros apócrifos de Ben Sirac e de Sabedoria de Salomão. Em Provérbios, os materiais principais de construção são os provérbios artísticos e as admoestações. Os discursos ou máximas de Provérbios 1-9 são entretecidos segundo o modelo das “Instruções”, que são um gênero clássico da sabedoria egípcia, mas, outrossim, segundo o dos “conselhos de um pai a seu filho”, recentemente encontrados num texto acádio de Ugarit. Até a personificação da Sabedoria tem antecedentes literários no Egito, onde foi personificada Maat, a Justiça-Verdade. A idéia da Sabedoria personificada se desenvolveu em Israel a parti do Exílio, quando o politeísmo não era mais uma ameaça religião Javista. Os sábios abordavam a sabedoria-conhecimento e a verdade não como se fossem alguma entidade abstrata, fria, sem vida; lidavam com elas tal como se lida com seres humanos, num relacionamento dinâmico de amor e amizade profundos. Essa maneira de se relacionar com o conhecimento e a verdade, personificada na Sabedoria, evoca uma dimensão humana na busca da sabedoria. Destarte, passaremos a ver bem mais de perto algumas facetas da personificação ou personificações da Sabedoria em Provérbios cap. 8. A Sabedoria- comerciante A primeira humanização possível da Sabedoria (aqui emprego o termo humanização como sinônimo de personificação), entre outras arroladas nas perícopes do capitulo oito de Provérbios é a Sabedoria-comerciante. A Sabedoria na perícope que se desdobra do versículo 1-11 do capítulo em uso se nos mostra muito próxima de um comerciante, de um vendedor andarilho que se põe ao lado do caminho, e junto das encruzilhadas, diante das portas de acesso às cidades, gritando, chamando a atenção dos transeuntes para o que Ela tem a oferecer. Seu convite é para que se aproximem, e vejam o que se tem em seu domínio, em sua posse. Na sua tenda estão coisas mais preciosas e caras que ouro ou pérolas raras, ela dispõe e coloca suas mercadorias ao alcance de todos. A sagacidade, o bom senso, a verdade que se faz sentir vibrar no céu de sua boca, as sentenças justas, o discernimento, a disciplina e o conhecimento podem ser adquiridos diretamente da Sabedoria. Nenhuma jóia se compara ao valor de suas mercadorias. Nem a mais valiosa gema ofusca o brilho e valor de seus artigos. Os fregueses são atraídos pela Sabedoria-comerciante, quando essa passa a louvar suas peças. Sua propaganda se mostra deveras sedutora e convincente. A Sabedoria é dona de livre comercio e suas medidas de cambio são justas. Percebe-se uma dimensão bastante abrangente e significativa no seu convite, traduzidas em expressões como “a vós, homens, eu chamo” e “ dirijo-me aos filhos de Adão”, que emergem da própria perícope. O convite da Sabedoria-comerciante foi feito, compremos, então de suas mãos sabedoria. A Sabedoria Régia Na perícope que se estende do versículo 12-21 do capítulo oito, temos outra fascinante personificação da Sabedoria. A Sabedoria nessa perícope faz um elogio a si mesma, mostrando sua realeza e grandeza desmedida. Essa personificação da um matiz nobiliárquico a Sabedoria, elevando-a ao status de Sabedoria-rainha que ajuda os reis e príncipes a governarem e promoverem a justiça. Ela traz consigo riquezas imensuráveis, honra desmedida. Os bens estáveis e indeléveis juntamente com a justiça são seu séquito. Mas ela alerta com gravidade: “Detesto o orgulho e a soberba, o caminho e a boca falsa”. É de sua posse o conselho e a prudência; debaixo do seu cetro estão a inteligência e fortaleza. Seu amor está para aqueles que a amam intensamente, que madrugam para encontrá-la. Em seu monólogo, nos diz a Sabedoria Régia que seu fruto e lucro são melhor e mais valioso do que ouro ou prata. Seu caminho, sua vereda é a senda da justiça e do direito, o que por si só nos fala do cunho libertador da Sabedoria, que se dispõe a levar seus bens ao que a amam, enriquecendo seus súditos. A Sabedoria Criadora Numa das mais notáveis perícopes da sabedoria bíblica (Provérbios 8. 22-31) , a Sabedoria descreve sua origem: “Javé me criou, primícias de sua obra, de seus feitos mais antigos.” A Sabedoria apresenta seu nascimento na eternidade. Antes da criação da terra, ela já estava estabelecida, o que denota seu caráter atemporal. Ela é acompanhante de Javé na sua criação; é sua supervisora (mestre-de-obra), que atentamente fiscaliza o processo criacional. A Sabedoria criadora é o encanto de Javé todos os dias. Essa figura fascinante se diverte na presença de Deus e brinca entre os seres humanos. A atenção que o sábio concede a essa personificação da Sabedoria como mulher atesta a sua importância aos olhos dele. A sabedoria como mulher aponta para um forte indício da influencia cultural do Egito. Destaca-se na linhagem da Sabedoria a antiga figura egípcia de Ma’at, a personificação divina da justiça e da ordem do mundo. A sabedoria, esteticamente, se mostra sedutora, encontrando suas delicias entre os homens. Essa imagem oferece uma compreensão do papel das mulheres no Antigo Israel, e no movimento sapiencial. Talvez essa seja uma maneira indireta de as mulheres indicarem sua presença e influencia, dando sua contribuição na produção cultural-teológica de Israel. Falar da Sabedoria personificada na mulher não só possibilita a abertura de um horizonte hermenêutico novo, mas possibilita também o uso de uma nova linguagem para falar de Deus e de nossa experiência de Deus no mundo. Essa personificação da sabedoria na figura feminina ainda se presta para efeitos democratizadores, excluindo qualquer tipo de monopólio, tornando-a presente em realidades sócio-culturais bem diversificadas.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os benefícios do perdão para minha família

Por Leandro Louzada Carnegie Simpson disse: “O perdão, para o homem, é o mais claro dos deveres; para Deus é o mais profundo dos problemas”. Por isso, antes de analisarmos o poder do perdão, precisamos analisar a gravidade do pecado, pois se existe perdão é porque existe o pecado. John Stott no seu livro “A cruz de Cristo” diz que: Na Bíblia existem quatro princípios básicos que mostram a seriedade do pecado, são eles: 1)A gravidade do pecado; 2)A responsabilidade moral do homem; 3)A culpa verdadeira e falsa; 4)A ira de Deus. O pecado é a transgressão da lei de Deus, mesmo o homem tendo uma natureza pecaminosa ocasionada pela herança de Adão, somos moralmente culpados por nossos atos, com isso Deus sendo santo e puro não pode se relacionar conosco, a sujeira dos nossos pecados nos separam de Deus, por causa disso Deus não pode tolerar os nossos pecados, sua santidade não permite isso, e por causa disso Ele se ira contra todo tipo de atitude pecaminosa, não uma ira como a nossa, de raiva e descontrole, porém uma ira de repulsão a tudo aquilo que o ofende e transgride suas leis. Diante desta situação gravíssima que se encontrava o ser humano, Deus envia o seu próprio filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz por nós, para expressar seu eterno amor e justiça, Cristo morre por amor a todos nós e para levar sobre si de uma vez por todas a ira de Deus por nossos pecados. Através de Cristo temos o perdão dos nossos pecados, um justo morreu pelos injustos, somos justificados, nos tornamos santos e irrepreensíveis diante de Deus, através da morte de Jesus Cristo, temos livre acesso a Deus, podemos orar e ter a certeza de ser ouvido, através também da morte de Cristo, temos a garantia da vida eterna, por causa do sacrifício de Cristo. “O castigo que nos trás a paz estava sobre ele e sobre suas pisaduras somos sarados” (Isaias 53). Deus nos perdoou e por causa disso temos o dever de perdoar nossos irmãos. Nosso perdão diante do perdão e sacrifício de Jesus e imensurável. Assim como Cristo deu a vida por nós, devemos dar as nossas vidas aos nossos semelhantes (1 João 3.16). Muitas famílias não vivem diariamente o poder do perdão porque ainda não compreenderam o sacrifico de Jesus Cristo na cruz. Mas hoje todos nós e todas as famílias presentes poderemos viver o perdão de Deus e liberar o perdão uns aos outros. Na oração do pai nosso Jesus diz que somos perdoados por Deus se perdoarmos uns as outros, na parábola do servo incompassível expressa a mesma linha de raciocínio. Vejamos então quais são os benefícios do perdão para nossa família: 1)O perdão resgata o diálogo no lar (Lucas 17.3) Jesus logo após exortar seus discípulos sobre a gravidade dos escândalos os orienta a como praticar o ato de perdoar. 1.1)Os problemas virão Jesus sabia que os problemas de relacionamento viriam, e por causa disso ele oriente seus discípulos a repreender aquele que cometesse algum erro contra um deles. Sempre haverá problemas de relacionamento nas famílias. Não é praga, porém uma realidade, assim como Jesus disse que era inevitável o escândalo. O segredo é como nós enfrentaremos os problemas. Quando vem os problemas muitas vezes: •Gritamos e xingamos uns aos outros; •Agimos com a síndrome da Adão e Eva; •Ficamos calados e engolimos tudo até explodir; •Jogamos tudo para o alto, agimos pela emoção do momento; •Saímos contando pra todo mundo o que aconteceu, principalmente para meus parentes; •Falta de humildade, o orgulho e a arrogância. 1.2)Como estamos agindo diante dos problemas que enfrentamos em nossos lares? Jesus orientou seus discípulos a repreenderem (censurar com intensidade), ou seja, procurar resolver os problemas com quem sofreu e causou a falta. Repreender não é sinônimo de xingar ou brigar, mas de esclarecer onde foi que originou o problema cometido pelo outro, dialogar para chegar no fator comum. O primeiro beneficio do perdão é que ele resgata o dialogo no meu lar, mas também: 2)Restaura os laços desfeitos (Lucas 17.3b) O perdão resgata o diálogo no lar, sendo assim, com o resultado da conversa, branda que desviará o furor, os laços serão restabelecidos. 2.1) O pecado confessado e perdoado, restaura os laços desfeitos Jesus orienta seus discípulos a repreenderem, usar o dialogo para resolver os problemas, o resultado positivo desta conversa, gerará arrependimento e perdão. Colocando os pingos nos “is”, resolvendo as questões, o culpado confessando ser culpado, o lesado perdoando suas dívidas, os laços familiares são refeitos, as mágoas são jogadas para o lago do esquecimento, o ódio, a ira e rancor, são substituídos, pela paz, alegria, amor e perdão. 2.2) Porque muitos laços familiares estão desfeitos? Mesmo usando o dialogo, muitas vezes não é resolvido as pendências, o culpado não confessa ser culpado e o inocente não libera o perdão. Uma família com laços desfeitos será uma presa fácil para o diabo destruí-la por completa. Perdão significa perder e muitas vezes nosso orgulho não deixa isso acontecer, batemos o pé e queremos vingar, pagar na mesma moeda, ao invés de dialogar e perdoar. Quais são os laços familiares que estão desfeitos que hoje você tem a consciência que precisam ser refeitos? Qual familiar seu que você precisa liberar o perdão pra ele ou que você precisa confessar que falhou com ele? Qual atitude você vai tomar, dialogar e confessar ou distanciar e desprezar? Quais são os benefícios que o perdão trás para nosso lar? O resgate do dialogo nos nossos lares e a restauração dos laços desfeitos e por fim. 3)Quando confesso meus pecados, tenho minha vida curada (Tiago 5.16). Tiago afirma na sua carta que a confissão dos pecados gera cura para o meu corpo e para minha alma. 3.1) O poder terapêutico do perdão Quando confessamos nossos pecados uns aos outros, retiramos um fardo sobre nós. Isso que Tiago quis dizer, muitas pessoas estão doentes da alma e do corpo, porque estão presas nas marcas do passado. Talvez nesta noite existam: •Esposas ou maridos que foram traídos; •Filhos que foram abandonados; •Avós que foram esquecidos; •Irmãos que se odeiam; •Cunhados que não se olham. E isso tem causado sérios problemas, gastrites emocionais, problema de depressão, insônia, taque, cardíaco, caspa, sonolência, falta de atenção, incapacidade de memorização, suor nas mãos e pés, crise de identidade, baixa auto-estima, vicio em drogas e bebida, vicio na pornografia, desejo por sexo compulsivo, falta de confiança nas pessoas, e por fim, falta de comunhão com Jesus e a igreja. “Quando não perdoamos, é como beber um copo de veneno e quiser que o outro morra”. 3.2) Qual atitude vou tomar? Ficar sofrendo pela dureza do meu coração, ou perdoar os meus devedores assim como Deus me perdoou? Volto agora ao inicio do meu sermão, vimos que o sacrifício de Jesus na cruz, foi para nos perdoar de todas as dividas que tínhamos com Deus. Agora te pergunto, será que as dividas dos meus familiares são maiores do que as minhas contra Deus? Porque Deus me perdoa e não posso perdoar meus familiares? Você pode responder, porque ele é Deus e eu não! Mas a Bíblia diz que assim como Deus me amou e perdoou, devo amar e perdoar os meus irmãos! Os benefícios do perdão são o resgate do dialogo no meu lar, a restauração dos laços desfeitos e a cura do meu corpo e minha alma. Nesta noite existem pessoas que precisam lutar por suas famílias, restabelecer os laços o diálogo no seu lar, restaurar os laços desfeitos, assim receberão de Deus a cura para suas almas e corpo, seus lares então serão abençoados por Deus. Como vocês conseguiram isso, confessando seus pecados a Deus e uns aos outros, perdoando o pecado uns dos outros e sendo perdoados, (Veja em LUCAS 17.4), lembrando que esse processo deverá ser diário porque certamente nos lares sempre haverão problemas de relacionamento, mas se vocês perdoarem uns aos outros vocês viverão todos os dias o poder do perdão de Deus em seus lares. Amém, Deus nós abençoe!!!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Voltando ao fervor espiritual

Por Leandro Louzada

Texto Base: Apocalipse 3.14-22

De todas as cartas às igrejas da Ásia, esta é a mais severa. A cidade de Laodicéia era importante por sua localização, ficava no meio de grandes rotas comerciais. Era considerada o lar dos milionários, era uma cidade de banqueiros e de transações comerciais.
Ao invés da igreja transformar a cidade ela estava conformada com suas práticas. Os crentes de Laodicéia eram frouxos, sem entusiasmo, caráter e sempre prontos a comprometerem com o mundo. Eles pensavam que todos eles eram pessoas boas e por causa disso estavam conformados com sua vida espiritual.

A cidade de Laodicéia era:
•Um centro bancário e financeiro – A cidade era tão rica que não sentia a necessidade de Deus.
•Um centro de indústria de tecidos – Produzia uma lã especial e famosa no mundo inteiro. Se orgulhava da roupa que produzia.
•Um centro médico de importância – Havia uma escola de medicina famosíssima. A fabricação de colírio era o remédio mais importante fabricado por ela.
•Um centro de águas térmicas – A região era formada por três cidades: Colossos, Hierápolis e Laodicéia. Em Colossos havia uma fonte de água fria, Hierápolis quente e Laodicéia morna.
Diante deste contexto, Cristo faz um diagnóstico da Igreja de Laodicéia:

1.Falta de fervor espiritual da igreja (3.15)
O problema da igreja não era desviou teológico, nem moral, ninguém estava perseguinda a igreja. O grande problema da igreja era a apatia, a acomodação e frieza espiritual.

Na vida cristã existem três temperaturas espirituais:
I.Um coração ardente (Lucas 24.32)
II.Um coração frio (Mateus 24.12)
III.Um coração morno (3.16)

O braseiro do nosso coração deve ser cutucado, alimentado e soprado até incendiar

2.Um crente morno é pior do que um incrédulo frio (3.15-16).
Uma pessoa morna é aquela em que há um contraste entre o que diz e o que pensa ser, de um lado, e o que ela realmente é, de outro. Ser morno é ser cego à sua verdadeira condição.
“É mais honroso ser um ateu declarado do que ser um membro incrédulo de uma igreja evangélica – Arthur Blomfield.

A indiferença espiritual é pior do que a frieza.

3.A auto-confiança da igreja era falsa (3.17).
A igreja achava que era rica e era pobre. A igreja disse: “Não preciso de coisa alguma”. Por causa do seu amor ao dinheiro, tinham uma falsa segurança. A igreja não tinha consciência da sua condição.
Ela estava orgulhosa do seu ouro, roupas e colírio, mas era pobre, nua e cega. Eles achavam que estavam indo bem na sua vida religiosa, mas estavam afundados.
Eram mendigos porque não podiam comprar o perdão dos seus pecados, nus porque não tinham roupas adequadas para apresentarem diante de Deus e cegos porque não enxergavam suas condições espirituais.

4.Um crente morno produz náuseas (3.16)
Quando perdemos nossa paixão, entusiasmo e fervor, provocamos náuseas em nosso salvador. Jesus tinha mais esperança nos publicanos e pecadores do que nos fariseus.

Jesus aponta o estado que a igreja de Laodiceia estava, faz um diagnostico dela, mas agora ele fará um apelo a igreja.

1.Cristo se apresente como um camelô espiritual (3.18).
Ele não ordena, porém aconselha a igreja a “comprar dele...” E o melhor o seu preço é de graça, pois o preço já foi pago na cruz do calvário.
Há uma grande notícia para os cegos, mendigos e nus. Eles são pobres mas Cristo tem ouro, eles estão nus, mas Cristo tem roupas, estão cegos, mas Cristo tem colírios para seus olhos.

2.Cristo chama a igreja para uma mudança de vida (3.19).
Jesus disciplina e repreende pois os ama. Antes de revelar seu juízo ele demonstra misricordia. Ele nos ama, chama-nos ao arrependimento, nos perdoa e nos dá uma nova chance de recomeçar.
Devemos trocar a mornidão pelo fervor genuíno.

3.Cristo convida a igreja a ceia com Ele (3.20).
Cristo estava do lado de fora da igreja, ela não tinha comunhão com Ele. De qual maneira Cristo bate a porta? Através das Escrituras, de um sermão, de um hino, de um acidente, uma doença. É preciso ouvir a voz de Jesus.

Cristo nos convoca para uma mudança de atitude, nós estamos cegos, pobres e nus, ele quer nós mudar, com o colírio espiritual, o ouro celeste e novas vestimentas. Ele diz que esta na porta batendo, igreja batista em industrial, Cristo bate agora na porta do coração de cada um de vocês, querendo produzir um relacionamento genuíno com cada um de vocês.

Fonte: Comentário Bíblico do livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A pesca, a fogueira, o pão e o peixe

Por Leandro Louzada

Texto base: João 21.1-22

É possível que aqueles que se desviaram sejam restaurados, que aqueles que negaram a Cristo recebam outra chance?
No Evangelho de Lucas no capítulo 5 nos versos de 1 a 11, relata como Jesus chamou seus primeiros discípulos.
Certo dia Jesus estava perto do mar da galiléia e a multidão lhe apertava de todos os lados para ouvir a palavra de Deus, vendo dois barcos a beira do lago que havia sido deixado pelos pescadores que lavam suas redes, entrou em um deles, este era de Simão, e pediu-lhe que o afastasse da praia um pouco e assim pregou e ensinou a multidão.
Acabando o sermão Jesus mandou Simão ir até as águas mais fundas e lançar as redes, Simão retrucou-lhe dizendo que passaram a noite toda tentando pescar e não conseguiram pegar nada, mas como foi Ele que pediu, iria atendê-lo. Lançaram as redes e pegaram tantos peixes que foi necessário a ajuda de outro barco para recolhê-los, e mesmo assim quase ambos os barcos afundaram, do tamanho que foi a pesca.
Depois de ver isso tudo, Simão Pedro prostrou em terra dizendo que Jesus deveria afastar-se dele, pois o mesmo era um pecador, e não só ele ficou atônico, mas todos os seus companheiros de pesca.
Mas Pedro não conhecia Jesus, não sabia que ele escolhe as coisas loucas deste mundo para confundir as sabias. Jesus chama Simão Pedro e diz que ele não deveria ter medo, pois ele não seria mais um pescador de peixes e sim de homens.
Pedro é chamado por Jesus para andar lado a lado com ele e fazer sua vontade. Pedro mostra-se um homem temente a Deus, ao ponto de reconhecer que Jesus era o Cristo o Filho do Deus vivo em um contexto que a maioria achava que o mesmo era apenas um profeta, por sua vez Pedro tinha um temperamento forte, ansioso, precipitado, imaturo, mas o maior erro de Pedro foi negar Jesus. Na noite que Jesus prediz a traição de Judas, Pedro disse que daria a sua vida por Jesus, prontamente Jesus lhes respondeu que antes que o galo cantasse 3 vezes, Pedro lhe trairia (João 13.37-38).

Em João 18.15- 18, 25-27, Pedro nega Jesus três vezes e logo após o galo cantou pela terceira vez, cumprindo o que Jesus havia dito.
Como negamos Jesus Cristo?

•Quando não aceitamos que Jesus é Deus;
•Quando negamos a trindade, pai filho e espírito santo, o mesmo Deus.
•Quando não amamos o nosso próximo: Falamos mal, omissos, odiamos, não sendo hospitaleiro, bondoso, mal testemunho diante dos não crentes e crentes, criticamos e não trazemos soluções.

Jesus morre na cruz, mas ao terceiro dia ressuscita, aparece para Maria Madalena, aos seus discípulos, Tomé e agora reencontrará Pedro, aquele que o negou.
Como seria este reencontro? Pense como você reencontraria uma pessoa que lhe traiu?
Jesus prepara todo o cenário do reencontro com Pedro, vejamos o que podemos aprender com o reencontro de Jesus e Pedro.

1)A pesca

Jesus prepara um cenário conhecido de Pedro.
Acabamos de ver acima que Jesus chamou a Pedro no mar da galiléia, quando o mesmo estava pescando na companhia de outras pessoas, que não havia pescado nada e que um certo “homem” aparecerá e lhe mandou pescar em determinado lugar novamente e que está pesca foi fascinante. Neste mesmo dia Jesus chamou Pedro, agora Ele prepara o mesmo cenário para restaurar a vida de Pedro.
Jesus nos coloca em determinadas situações para nos moldar e restaurar as nossas vidas.
Jesus faz como Jeremias, trás a memória de Pedro aquilo que lhe daria esperança. Hoje Jesus preparou este cenário para reencontrar você. Pedro não deixou de ser discípulo para ser reencontrado, mas Pedro estava ferido, havia negado o mestre, aquele que o chamou para pescar homens. Talvez muitos de vocês mesmo sendo discípulos, estão feridos, sem direção, apenas lançando redes ao mar.

2)A fogueira

Jesus transforma a maldição em benção (v.9)
Pedro após reconhecer através de João, que o homem que lhes ordenará jogar a rede no lado direito do barco, vestiu sua capa e lançou-se ao mar, começou a nadar rumo a Jesus, quando chegou até Ele, o mesmo havia preparado uma fogueira com peixes e um pouco de pão.
Jesus confronta Pedro com a fogueira. Quando Pedro negou Jesus por três vezes ele estava aonde? Com soldados romanos ao lado de uma fogueira. Jesus usa o cenário da negação para tratar o coração de Pedro.
Qual é a fogueira que você precisa ver hoje? Jesus agora coloca esta fogueira na sua frente. Mas o que mudou no cenário na negação? Na noite da negação estava ao lado de Pedro na fogueira, soldados, agora Pedro esta na fogueira com Jesus.

3)O pão e o peixe

Jesus restaura Pedro dando-lhe uma nova chance (v.10-14).
Jesus prepara os peixes na fogueira, depois faz uma refeição comunitária, reparte os pães e peixes entre os discípulos. Qual é o famoso cenário de refeição que conhecemos? A ceia do Senhor, um momento de contrição e arrependimento.
Jesus restaura a vida de Pedro. A fogueira não significava mais negação e perda de sentido, mas agora passa a ser o inicio de um novo ciclo, ao partir o pão e o peixe e entregar aos discípulos Jesus mostra que ainda tem intimidade com eles e inclusive com Pedro.
Jesus comissiona Pedro (v.15-22).
Jesus não queria saber mais sobre o que aconteceu, porque Pedro o havia negado, ou qual castigo Pedro deveria receber, apenas pergunta a Pedro: “Pedro, você me ama?”.
Ele negou Jesus por três vezes, agora Jesus prepara a pesca, a fogueira, o pão e o peixe, para Pedro dizer por três vezes que o amava.
Irmãos, hoje Deus quer nos dar uma nova chance, Ele trás até nós lembranças de quando e como nos chamou, mostra onde caímos, busca o nosso arrependimento e nos trata por completo.
Mas você me pergunta, porque Jesus tratou Pedro? Porque Pedro tinha uma missão, e esta era, cuidar dos cordeiros de Jesus e pastorear suas ovelhas e cuidar. Isso tudo se resumia em uma palavra: Segui-me!!!
Vocês amam Jesus? Arrependa-se dos seus pecados, seja tratado por Jesus e cumpra o chamado de Cristo nesta terra.
Deus hoje nos dá uma nova chance, o que faremos???
Deus nos abençoe, amém!!!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Igrejas integrais para um mundo com necessidades integrais.

Por Marcelo Oliveira

Hoje é muito comum passar em uma rua ou bairro e encontrar uma igreja evangélica seja ela de qualquer denominação. Realmente isso não é difícil! O problema é que isso não me traz tanta alegria como deveria; vejo um número crescente de evangélicos, mas de não de pessoas libertas por Cristo. São pessoas que tentam se libertar em outras pessoas e, ou em campanhas sem sentido. Hoje, ser “gospel” é moda, é maneiro. Por que não dizer que é de Deus?

Infelizmente, enquanto de um lado o evangelho vai crescendo, do outro lado também cresce a criminalidade e mazelas sociais. Não consigo entender que quando andamos pelas ruas e avenidas vemos um grande número de pessoas indo para suas congregações e seus lideres se preocupando apenas em como achar uma estratégia de ganhar almas e libertá-las para Cristo. Mas libertar de que? Será que esses líderes não conseguem realmente entender que as pessoas não são apenas almas e espíritos, mas também carne; e que como carne tem necessidades básicas? Fico mais triste ainda quando vejo que muitos pastores e líderes que se preocupam somente com alma, nem disso têm conseguido cuidar.

É fundamental que todo o povo de Deus desperte para uma nova reflexão: o que é de fato a Igreja e qual o seu real papel no mundo. Hoje, ter um curso de teologia, não é mais um luxo dos tradicionais, pois está acessível a todos. Será que não conseguimos criar uma teologia puramente voltada para as necessidades integrais das pessoas, preocupando-se com sua alma e espírito, que trata da eternidade, e do seu corpo, que trata de questões finitas e temporais, mas que nem por isso são menos importantes?

O Pr. Ed René Kivits, em um de seus livros, diz: “alma sem corpo é fantasma e corpo sem alma é defunto”. É triste dizer que quando não temos fantasmas temos defuntos em nossas igrejas! Isso, porque vemos as pessoas como seres espirituais e não consideramos suas necessidades físicas. Certa vez ouvi um Pastor Batista dizer que sua igreja tinha congregações porque ele tinha visão de reino. Espera ai! Visão de reino só porque ele abre congregações... Desculpa-me dizer, mas isso é limitar o reino. Cristo não veio para ser uma fábrica de igrejas, mas para trazer paz, tanto ao espírito quanto ao corpo.

Lógico que a abertura de igrejas é fundamental para o crescimento do reino, mas isso só não é reino. O reino consiste em justiça; justiça essa que deve alcançar a todos, principalmente os desvalidos e necessitados. Uma igreja que em nada contribui para a melhoria de sua comunidade se torna inútil para o reino e para aquela comunidade. O mundo tem necessidades integrais e a igreja deve interagir com isso também de forma integral.

É triste quando vejo os crentes se envolvendo com alguma atividade política somente quando o problema aflige a igreja. Por exemplo: se criassem uma lei que todas as igrejas deveriam pagar impostos como qualquer empresa, os evangélicos, com certeza, sairiam em marcha até Brasília e lutariam pelos seus direitos religiosos. Porém quando sua própria comunidade sai para lutar por uma rua sem saneamento ou por escola melhor não vemos a participação das igrejas e muito menos dos lideres que não querem fazer feio para os políticos que de vez em quando os chamam para um cafezinho.

O mundo tem necessidades integrais e é necessário que a igreja, que é de Cristo e não de homens, tome uma postura de acordo com a vontade de Deus. Algo que seja visto como uma resposta lá do alto para os corações cansados com os seus corpos sofridos e mãos calejadas. Uma postura que seja para ajudar a igreja e seus membros, assim como toda a comunidade.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

4 olhares da ceia do Senhor

Por Leandro Louzada

Aprenderemos qual o real significado da ceia do Senhor.Paulo começa sua explanação sobre a ceia dizendo que os crentes de corinto se ajuntavam não para melhor e sim para pior (1Co 11.17).
Precisamos lembrar que a igreja de corinto estava sofrendo um grave problema de divisões, diferentes grupos dentro da mesma igreja, exaltando pessoas como Paulo, Pedro e Apolo, o famoso culto a personalidade ao invés de prestar culto a Deus. A sabedoria do mundo havia entrado naquela igreja, havia brigas entre os irmãos, uns levando os outros em tribunais, caso de incesto, problemas referentes aos dons, a postura da mulher e acerca da ressurreição.
Na celebração da ceia não foi diferente. A eucaristia precedia a “festa do ágape ou amor”, uma festa habitual no século I entre os cristãos. Esta festa era o famoso,” junta panelas”, cada irmão levava uma prato de refeição para igreja e juntos faziam um grande banquete e todos comiam juntos. Era uma oportunidade de comunhão e ajuda aos mais pobres. Os crentes comiam, bebiam, repartiam, se confraternizavam e depois num clima de comunhão, celebravam a ceia do Senhor.
O que estava acontecendo na igreja de corinto? Os ricos preparavam grandes banquetes e comiam tudo sem esperar a chegada dos pobres na igreja, quando eles chegavam ficavam sem comer, pois não tinham como preparar uma refeição para levar à festa e os ricos não deixava sequer migalhas.

•Eles se ajuntavam para pior (11.17);
•Não havia harmonia entre eles (11.18);
•Eles participavam da ceia, mas não era a ceia que eles celebravam (11.20);
•Eles eram esnobes e orgulhosos (11.21).

A atitude de Cristo foi inversa, ao invés de buscar a satisfação de si mesmo, Ele si entregou espontaneamente por todos nós, invés do egoísmo, optou pelo altruísmo.
A ceia do Senhor está centralizada na morte expiatória de Cristo e no Seu sacrifício vicário. O sangue de Cristo é o selo da nova aliança, por meio dele Deus perdoa os nossos pecados e nos livra da ira vindoura.
Sempre que nos reunirmos para celebrarmos a ceia do Senhor, precisamos olharmos para:

1-Trás;
2-Frente;
3-Dentro;
4-Redor.

Convido você a:

1)A olhar para trás

“Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciais a morte do Senhor” (11.26).
Jesus está ordenando que você olhe para sua morte e não para seus milagres. Devemos olhar para trás e lembrar:

a-Por que Cristo morreu?
b-Como Cristo morreu?
c-Por quem Cristo morreu?

Cristo é o centro da ceia e não nós.

Convido você nesta noite a olhar para trás e também:

2)A olhar para frente

Ao participar da ceia do Senhor, você não olha apenas para trás, mas também para frente. Paulo diz: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (11.26).
A ceia nos aponta para segunda vinda de Cristo. Nós esperamos a volta de Jesus, dizemos: “Maranata ora vem Jesus”.
A morte de Jesus é a garantia da sua volta. Não importa o que estejamos passando, a nossa classe social, aonde moramos e o que vestimos, Cristo voltará para buscar sua igreja, o que contará é se o meu coração é ou não dele.

Convido você nesta a olhar para trás, frente e também:

3)A olhar para dentro

Quando você celebra a ceia, olha para morte de Cristo e sua segunda vinda, mas também olha para dentro de si mesmo. “Examine-se, pois o homem a si mesmo” (11.28).
Nós não olhamos para o outro, não buscamos os defeitos e pecados do outro, porém, olhamos e examinamos a nós mesmos.
Você não deve fugir da ceia por causa do pecado, mas do pecado por causa da ceia. A ceia é um momento de restauração, reconciliação e cura. Devemos correr do pecado para Deus e não de Deus para o pecado. Examine-se e coma!!!

Convido você nesta a olhar para trás, frente, dentro e também:

4)A olhar ao seu redor

Quando você participa da ceia você olha para cruz, trás, para sua segunda vinda, frente, faz um auto-exame, dentro e também olha para as necessidades do seu semelhante, redor.
“Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros. Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo” (11.33-34).
A ceia nos remete a olharmos para necessidades dos irmão. A festa do amor não existe mais, mas o principio continua.
Quando celebramos a ceia estamos dizendo que somos um só corpo, guiados pelo cabeça Jesus.
A ceia é uma celebração que envolve nossa comunhão com Deus e com o nosso próximo.

Quando nos reunirmos para celebrarmos a ceia do Senhor, estamos celebrando a morte de Jesus na cruz do calvário que trouxe remissão e perdão a todos nós, estamos celebrando a segunda vinda de Cristo, esta que nos dá certeza que a vida vai além da nossa existência nesta terra, estamos celebrando o perdão de Deus aos nossos pecados, sempre que confessarmos a Jesus e estamos celebrando a nossa comunhão com os irmãos e o privilégio de podê-los servir.

terça-feira, 27 de março de 2012

Workshop sobre oração - Congresso Loucos por Jesus de Joelhos

Por Leandro Louzada

1)A oração e a Bíblia – O que a Bíblia fala sobre a oração

1.1)Porque orar
Deus que nos socorre - “Elevo os meus olhos para os montes de onde me virá o socorro?” Salmo 121.
Ele que responde nossas petições – “Clame a mim e responder-te-ei anunciar-te-ei, coisas grandes e ocultas que não sabes”. Jeremias 33.3

1.2)Quando orar
“Orem sem cessar” – II Te 5.17

1.3)Como orar
Oração do Pai nosso – Mateus 6

2)A oração de A a Z – O que os grandes homens de Deus falaram sobre a oração

2.1)Martinho Lutero e a prioridade da oração
“Tenho que orar por duas horas, tenho muitas coisas para fazer”

2.2)Calvino e a resposta para aflição
“A oração é o antídoto para aflição”

2.3)Spurgeon e a vida da igreja
“A oração é a vida da igreja”

2.4)George Whitefield e o tempo de oração
“Levantava todos os dias as 4 horas da manhã e orava até as 8”

2.5)Jonatas Edwards e as 13 horas com Deus
“Passava 13 horas estudando a Bíblia e orando por dia”

2.6)John Wesley e o clubinho de oração
“Tinha um clubinho de oração e leitura Bíblica na faculdade de Oxford”

3)Lições práticas para um ministério de oração na sua juventude

3.1)Crie um grupo de oração
3.2)Promova vigílias e encontros especiais para oração
3.3)Ensine os jovens a orarem em todo tempo
3.4)Faça um banner com motivos de oração
3.5)Desenvolva peças teatrais e vídeos sobre a oração
3.6)Organize um relógio de oração – intercessão ininterrupta
3.7)Leia e incentive os jovens a lerem livros sobre oração
3.8)Seja um louco por Jesus de joelhos

“Quando Deus deseja fazer uma grande obra, Ele primeiro coloca o seu povo a orar” (Charles.H.Spurgeon)